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Podologia

A podologia é a ciência na área da saúde que estuda os processos patológicos dos pés e suas repercussões no corpo humano. O podologista é o profissional da saúde qualificado para identificar e tratar afecções dos pés e dos membros inferiores, relacionados com problemas biomecânicos, calçados inapropriados, alterações da pele, doenças associadas, infecções e traumatismo. Utiliza técnicas de acordo com as características anatômicas, fisiológicas e fisiopatológicas dos pés.

O paciente oncológico, assim como as outras pessoas, pode desenvolver alterações nos pés, porém durante a quimioterapia perde a capacidade de combater infecções e pode evoluir com diminuição da capacidade de cicatrização e até infecções graves de origem cutânea.

O diagnóstico precoce das patologias dos pés é indispensável para proporcionar uma melhor qualidade de vida e evitar complicações ou até interrupções no tratamento oncológico. O conhecimento dos efeitos colaterais da quimioterapia nas unhas e pele pode ajudar a adotar medidas de prevenção das principais complicações.

A Neolife Bem-Estar conta com equipe multidisciplinar integrada com podologistas, dermatologias e oncologistas para o tratamento dos efeitos colaterais da quimioterapia nos pés.

Calos e Calosidade

Calos e calosidades são espessamentos da pele em resposta a pressão e fricção repetitiva. São lesões frequentemente encontradas na pele, sendo mais comum nos pés e pode causar desconforto e dor local.

Os calos ou tilose tem a forma arredondada com bordas bem definidas e desenvolve-se na parte superior e lateral dos dedos. As calosidades são áreas de espessamento mais extensas que dos calos e sem bordas bem definidas. Tipicamente as calosidades se formam na sola do pé nas áreas onde o peso exerce pressão enquanto a pessoa caminha. Os calos podem ter a pele ao redor inflamada e causar dor quando se exerce pressão sobre eles. Já as calosidades não causam dor na sola do pé.

O tratamento dos calos e calosidades consiste em evitar ações repetitivas que desencadeiam essas lesões através de calçados adequados e palmilhas de correção de apoio dos pés. Pedra-pomes ou lixas para suavizar a pele morta podem ser aplicadas. Calos persistentes ou dolorosos devem passar por consulta com podólogo e dermatologista para avaliar a necessidade de desbridamento com bisturi e aplicações de curativo com ácido salicílico 40%.

Durante o tratamento quimioterápico que causa queda da imunidade, deve-se evitar causar feridas na pele durante esses procedimentos pelo risco de infecções bacterianas secundárias. É importante manter o máximo de cuidado com a assepsia nesses procedimentos.

Onicólise

Das alterações ungueais a mais preocupantes é a onicólise, isto é, a separação da lâmina ungueal do leito ungueal, que ocorre com maior frequência em tratamentos quimioterápicos a base de docetaxel e paclitaxel. A onicólise pode complicar com hemorragia ou abcessos subungueais, causando bastante incômodo e dor para os pacientes.

O tratamento consiste em manter as unhas cortadas para prevenir a entrada de microorganismos, produtos químicos, umidade e debris embaixo da unha. Deve-se manter as unhas secas para prevenir infecções fúngicas. É recomendado o uso de luvas durante o manuseio de líquidos e evitar uso de esmaltes, principalmente pelo efeito irritativo dos removedores de esmaltes. Existem evidências que apontam a exposição das unhas à radiaçao UV do sol como desencadeador da onicólise, logo, a proteção solar das unhas com barreiras física pode prevenir a recorrências das lesões em ciclos subsequentes do tratamento.

O corte cuidadoso das áreas que sofreram descolamento ajuda a prevenir o descolamento do restante da unha. Nos casos de onicólise exsudativa ou abcessos subungueais, o uso de antibióticos e corticosteróides tópicos podem melhorar os sintomas dolorosos em menor tempo.

A prevenção da onicólise com uso de taxanos pode ser realizada com uso de luvas hipotérmicas durante a infusão da quimioterapia e o uso de hidratantes de unha.

Alterações Ungueais

As alterações ungueais da quimioterapia podem se manifestar com diminuição da velocidade de crescimento, fragilidade, linhas de colorações diferentes (linha de Mees), depressões transversais (sulcos de Beau), hiperpigmentação, onicólise, paroníquia e granuloma piogênico.

Praticamente todos os agentes antineoplásicos podem desencadear diminuição da velocidade de crescimento, fragilidade ungueal e linhas de Mees e sulcos de Beau. Meta-analise recente relatou toxicidade ungueal de 19% para nab-paclitaxel, 35% para docetaxel e 44% para paclitaxel. Nesses casos é possível aplicar soluções de fortalecimento da unha, reposição de vitaminas e preenchimento dos sulcos com resinas.

A hiperpigmentação pode ocorrer com uso de ciclofosfamida, fluoropirimidinas e antracíclicos como doxorrubicina. A aplicação de esmaltes e bases pode amenizar o incômodo dessas alterações.

Unha Encravada

A unha encravada, também chamada onicocriptose, ocorre quando a borda da unha cresce e entra na pele do dedo, causando dor, vermelhidão e inchaço local. Pode evoluir com abcesso local e necessidade de drenagem. As causas mais comuns são o corte incorreto da unha e uso de sapatos inadequados.

Durante o tratamento oncológico, a unha encravada pode trazer bastante desconforto para o paciente devido a dor e ao risco de infecção local. Algumas medicações como os inibidores de tirosina quinase e alguns anticorpos monoclonais aumentam o risco de unha encravada e inflamação da pele ao redor da unha. Em casos mais graves é necessário interromper o tratamento para a resolução das infecções.

O tratamento preventivo da unha para evitar a inflamação pode amenizar os efeitos adversos do tratamento e evitar interrupções.

O tratamento da unha encravada pode ser feito sem cirurgia em casos iniciais com aplicações de órteses e chumaços de algodão para separar a espícula da unha da pele ao redor. Podem ser utilizados banhos de imersão com soluções antissépticas com permanganato de potássio. Casos mais complexos necessitam de remoção cirúrgica do canto da unha, chamada cantoplastia ungueal. A complicação mais frequente é o granuloma piogênico, que é a hipertrofia do tecido periungueal conhecido como “carne esponjosa”, que causa dor e pode sangrar facilmente. Nesses casos é necessário tratamento com dermatologista para aplicação de ácidos fortes, crioterapia ou até remoção cirúrgica.

Onicomicose

A onicomicose é a infecção das unhas causada por fungos que se alimentam de queratina e proteínas das unhas. Acomete os pés com mais frequência devido ao maior contato com umidade e calor dos calçados. As unhas podem sofrer descolamento que normalmente se inicia pelas bordas ou podem sofrer mudanças no aspecto ficando mais espessadas, duras e escurecidas.

Normalmente, a onicomicose causa mais transtorno estético do que funcional. Porém, durante o tratamento quimioterápico com comprometimento da imunidade de forma prolongada, a infecção fúngica das unhas pode se estender para pele e outros órgãos nos casos mais graves. Por isso, antes e durante o tratamento oncológico é fundamental a abordagem terapêutica dessa infecção.

Os tratamentos podem se de uso local, sob a forma de cremes, soluções ou esmaltes. Em caso de acometimentos superiores a 30% de uma ou mais unhas, é necessário o tratamento com antifúngicos orais. O tratamento é prolongado variando de 6 meses a 1 ano e por isso requer comprometimento e persistência do paciente. Em alguns casos como na paroníquia fúngica, pode ser necessário realizar intervenção cirúrgica.

Micoses Superficiais

Micoses superficiais são infecções fúngicas que podem atingir a pele, unhas e cabelos. São encontradas em locais da pele expostas a calor e umidade, por isso são frequentemente encontradas nos pés.

As tíneas são doenças causadas por um grupo de fungos que vive às custas de queratina da pele, pelos e unhas. Manifestam-se como manchas vermelhas na superfície escamosa com bordas bem delimitadas, apresentando pequenas bolhas e crostas. O principal sintoma é a coceira.

É importante o podologista identificar essas lesões durante o tratamento oncológico e encaminhar para o dermatologista, pois além de predispor a maior extensão das lesões na pele, a queda da imunidade pode aumentar o risco de infecções bacterianas secundárias na pele.

O tratamento pode ser realizado com antifúngicos locais e em casos mais extensos com antifúngicos orais.

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