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Drenagem Linfática

O linfedema pode ser definido como o acúmulo anormal de proteínas no espaço intersticial, edema e inflamação crônica de uma extremidade. É o resultado da sobrecarga funcional do sistema linfático, no qual o volume de linfa excede o seu transporte pelo capilares e coletores. É uma doença crônica, progressiva e geralmente incurável que causa aumento do volume do membro e pode desfigurar a imagem corporal. Isso leva tanto a distúrbios de função do membro acometido quanto a transtornos psicológicos nos pacientes.

A manipulação do sistema linfático durante a cirurgia oncológica é a maior causa de linfedema nos pacientes com câncer, ainda mais quando é necessário a aplicação de radioterapia adjuvante. Obesidade e infecções de pele podem contribuir para o surgimento de linfedema. Técnicas como a biópsia do linfonodo sentinela e abordagens menos agressivas vêm diminuindo a incidência do linfedema.

Sendo assim, a fisioterapia deve ser incluída precocemente na assistência pós-cirúrgica dos pacientes submetidos a cirurgia oncológica, contribuindo para a prevenção de complicações, reabilitação funcional e melhora da qualidade de vida.

O linfedema é diagnosticado de forma clínica por meio de anamnese e exame físico. Exames de imagem podem auxiliar o diagnóstico como: linfocintilografia, ressonância magnética, tomografia computadorizada e ultrassonografia com doppler.

As principais terapias de redução do linfedema incluem: a drenagem linfática manual (DLM), terapia física complexa (TFC), compressão pneumática (CP) e terapia com laser de estimulação elétrica de alta voltagem. Novos tratamentos com ultrassom e laser de baixa potência têm demonstrado resultados promissores.

Na Neolife Bem-Estar, contamos com a integração de vários profissionais para o tratamento do linfedema. A abordagem multidisciplinar envolvendo cirurgião vascular, oncologista, fisioterapeuta e psicólogos é fundamental para o sucesso do tratamento.

Facial

O linfedema de face e pescoço pode ser encontrado após o tratamento oncológico do câncer de cabeça e pescoço, podendo chegar a 50% dos casos. É uma sequela pouco reconhecida e por isso evolui sem tratamento adequado. O esvaziamento cervical e a radioterapia interrompem as vias fisiológicas de drenagem linfática favorecendo o desenvolvimento do linfedema. O risco de linfedema é maior em pacientes submetidos a cirurgia do que com radioterapia exclusiva.

Com o desenvolvimento do linfedema de face e pescoço, a região cervical se deforma e pode ocorrer a compressão de órgãos ou tecidos, que dificultam a funcionalidade dos mesmos. Com isso, pode gerar distúrbios funcionais da respiração, deglutição, mastigação e fala, causar dor, sensação de peso, limitação ao movimento da cervical, diminuição da coordenação motora e da amplitude de movimento, além de afetar o bem-estar físico e psicológico do paciente, interferindo diretamente nas atividades de vida diária.

Os princípios da terapia física complexa (TFC) tambem podem ser aplicados no linfedema facial. Estudo do MD Anderson Cancer Center relatou benefício da TFC modificada para pacientes com linfedema facial.

Drenagem linfática manual (DLM): conjunto de manobras lentas, rítmicas e suaves que obedecem ao sentido da drenagem fisiológica e tem por objetivo descongestionar e melhorar o transporte de líquidos pelos vasos linfáticos. As manobras da drenagem linfática devem ser modificadas conforme a localização da cicatriz cirúrgica, sendo necessário utilizar vias posteriores de drenagem em alguns casos. É importante o próprio paciente ou cuidador realizar as manobras em casa também.

Bandagens compressivas: atuam através da modificação da dinâmica capilar venosa, linfática e tissular, promovendo aumento de pressão intersticial e da eficácia do bombeamento muscular e articular. Diferentemente da TFC tradicional é aplicada antes e após a DLM através do enfaixamento compressivo funcional adaptado para região cervical.

Exercícios miolinfocinéticos: a circulação do sistema linfático é estimulada pela respiração profunda e pelas mudanças de pressão das contrações musculares. Exercícios de movimentação do pescoço são realizados durante o enfaixamento compressivo para facilitar a drenagem.

Cuidados com a pele e precauções nas atividades cotidianas: previne o surgimento de infecções bacterianas e fúngicas.

Membros Superiores

Uma das principais complicações do tratamento cirúrgico do câncer de mama é o linfedema de membros superiores, que pode ocorrer logo após a cirurgia ou meses depois. A incidência de linfedema varia conforme a técnica utilizada, sendo 15,4% para as pacientes submetidas a mastectomia radical modificada e 2-3% após quadrantectomia com dissecção axilar e radioterapia adjuvante.

O diagnóstico é estabelecido quando a mulher apresenta edema com uma diferença entre as medidas dos braços de 1 a 1,5 centímetros. Quando essa diferença é de até 3 centímetros, o linfedema é considerado leve, de 3 a 5 centímetros, moderado e acima de 5 centímetros, grave.

O tratamento que apresenta os melhores resultados na redução do linfedema é a terapia física complexa (TFC), indicada em linfedemas moderados e graves. É um método que combina 4 técnicas:

Drenagem linfática manual (DLM): conjunto de manobras lentas, rítmicas e suaves que obedecem ao sentido da drenagem fisiológica e tem por objetivo descongestionar e melhorar o transporte de líquidos pelos vasos linfáticos. Tem duração de 30 a 45 minutos

Bandagens compressivas: atuam através da modificação da dinâmica capilar venosa, linfática e tissular, promovendo aumento de pressão intersticial e da eficácia do bombeamento muscular e articular. Pode ser aplicada após a DLM através do enfaixamento compressivo funcional ou contenção elástica com braçadeira.

Exercícios miolinfocinéticos: a circulação do sistema linfático é estimulada pela respiração profunda e pelas mudanças de pressão das contrações musculares. Por isso, exercícios aeróbicos que estimulam a respiração profunda e treino de força com carga progressiva podem prevenir e tratar o linfedema

Cuidados com a pele e precauções nas atividades cotidianas: previne o surgimento de infecções bacterianas e fúngicas.

Como é feito o tratamento?
O tratamento é dividido em 2 fases:

Fase de intensiva: 5 vezes por semana com duração de 1 hora por 3 a 6 semanas a depender do grau do linfedema

Fase de manutenção: conscientização e orientação quanto ao uso contínuo de contenção elástica adequada, cuidados da pele, exercícios físicos e automassagem.

Membros Inferiores

Assim como nos membros superiores, as cirurgias oncológicas na região pélvica, principalmente para o tratamento de tumores ginecológicos onde ocorre a manipulação dos linfonodos inguinais, pélvicos e para-aórticos, podem predispor ao linfedema em membros inferiores. Essa condição pode ocorrer em 1-49% dos casos e resulta em dano estético e psicológico com impacto na qualidade de vida. Como as funções e as habilidades dos membros inferiores são destinados à locomoção, é necessário desenvolver um programa reestruturado para esse segmento corporal.

O tratamento mais eficaz para o linfedema de membros inferiores também é a terapia física complexa (TFC) que combina quatro técnicas:

Drenagem linfática manual (DLM): conjunto de manobras lentas, rítmicas e suaves que obedecem ao sentido da drenagem fisiológica e tem por objetivo descongestionar e melhorar o transporte de líquidos pelos vasos linfáticos. Tem duração de 30 a 45 minutos

Bandagens compressivas: atuam através da modificação da dinâmica capilar venosa, linfática e tissular, promovendo aumento de pressão intersticial e da eficácia do bombeamento muscular e articular. Pode ser aplicada após a DLM através do enfaixamento compressivo funcional ou contenção elástica e compressão de 30 a 60 mmHg.

Exercícios miolinfocinéticos: a circulação do sistema linfático é estimulada pela respiração profunda e pelas mudanças de pressão das contrações musculares. Por isso, exercícios aeróbicos que estimulam a respiração profunda e treino de força com carga progressiva podem prevenir e tratar o linfedema. São realizados movimentos de membros inferiores e da pelve em todas as amplitudes.

Cuidados com a pele e precauções nas atividades cotidianas: previne o surgimento de infecções bacterianas e fúngicas.

Como é feito o tratamento?
O tratamento é dividido em 2 fases:

Fase de intensiva: 5 vezes por semana com duração de 1 hora por 3 a 6 semanas a depender do grau do linfedema.

Fase de manutenção: conscientização e orientação quanto ao uso contínuo de contenção elástica adequada, cuidados da pele, exercícios físicos e automassagem.

Genital

O linfedema genital pode acometer homens submetidos a cirurgia pélvica ou radioterapia pélvica, utilizadas comumente no câncer de próstata e de reto. Manifesta-se na forma de edema escrotal e peniano, dor, dificuldade para urinar e disfunção sexual. Por desfigurar a imagem corporal, pode levar a distúrbios psicológicos. Já nas mulheres, pode-se manifestar como edema de vulva após o tratamento do câncer ginecológico.

O uso da ressonância magnética para avaliar a integridade do sistema linfático inguinal e escrotal pode auxiliar na seleção de pacientes para tratamento com terapia física complexa (TFC) ou cirurgia.

O tratamento fisioterápico deve ser iniciado de forma precoce com a finalidade de prevenir e tratar sequelas, promovendo melhora na qualidade de vida desses pacientes.

A TFC modificada para a região genital pode ser utilizada nos pacientes sem disfunção linfática ou disfunção linfática leve e consiste em:

Drenagem linfática manual (DLM): conjunto de manobras lentas, rítmicas e suaves que obedecem ao sentido da drenagem fisiológica e tem por objetivo descongestionar e melhorar o transporte de líquidos pelos vasos linfáticos.

Bandagens compressivas: atuam através da modificação da dinâmica capilar venosa, linfática e tissular, promovendo aumento de pressão intersticial e da eficácia do bombeamento muscular e articular. Na região genital masculina é utilizada a elevação escrotal por meio de suspensório escrotal.

Exercícios miolinfocinéticos: a circulação do sistema linfático é estimulada pela respiração profunda e pelas mudanças de pressão das contrações musculares.

Cuidados com a pele e precauções nas atividades cotidianas: previne o surgimento de infecções bacterianas e fúngicas.

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