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ESTRESSE E CÂNCER

Publicado em 23/07/2019

  A relação entre estresse psicológico e câncer está bem presente na crença popular e frequentemente é citada como gatilho para o desenvolvimento do câncer.

Sabe-se que o estresse pode aumentar a liberação hormonal de catecolaminas e cortisol. Acredita-se que esse estímulo crônico possa danificar mecanismos de reparo de mutações do DNA e causar problemas no reconhecimento de células malignas pelo sistema imune, levando ao desenvolvimento e progressão do câncer.

 

Quais são as evidências científicas?

 

Vale a pena citar alguns estudos importantes que avaliaram fatores estressores extremos e  câncer.

Estudo com  315.544 judeus comparou aqueles que imigraram para Israel antes e depois da 2ª Guerra Mundial, estes últimos possivelmente expostos ao Holocausto e ao estresse psicológico extremo. Foi demonstrado aumento dos casos de câncer nessa população, principalmente de mama e intestino. Porém, as pessoas que sobreviveram ao Holocausto também foram expostas a outros fatores, como desnutrição, higiene precária e doenças infecciosas, que podem ter contribuído para esse aumento na incidência além do estresse. 

Estudo dinamarquês com 21.062 pais que perderam filhos mostrou discreto aumento na incidência de câncer nas mães, principalmente dos tipos relacionados ao tabagismo, mas não do câncer de mama. Isso reforça a possibilidade de que pessoas em estresse desenvolvam hábitos como tabagismo, etilismo e sedentarismo, que estão relacionados ao aumento da incidência de câncer.

Recente meta-análise de 2019 que incluiu apenas estudos de coorte (11 estudos no total) demonstrou discreto aumento na incidência de câncer de mama em pacientes expostas a fatores estressores, como morte dos pais, morte de filhos, morte de companheiros e estresse nas atividades diárias. Contudo, meta-análises anteriores que incluíram estudos retrospectivos não demonstraram relação do estresse com o desenvolvimento do câncer.

 

Qual a conclusão?

Infelizmente, os estudos conduzidos até o momento são contraditórios e se baseiam na presença de fatores estressores, e não na percepção do estresse pelo indivíduo. Por isso, apesar das evidências apontarem para um aumento de risco pequeno ou talvez nulo, não é possível atribuir o câncer ao estresse psicológico até o momento. Mas também não é possível descartar seu papel no desenvolvimento do câncer totalmente.

 

Sabe-se que indivíduos sob estresse psicológico podem adquirir hábitos que sabidamente podem causar câncer, como tabagismo, etilismo e ganho de peso. Por isso, pacientes com angústia pela doença e familiares devem fazer acompanhamento psicológico para evitar sintomas depressivos e exposição a hábitos que podem ser prejudiciais à saúde.  

  

Dr. Augusto Takao
Oncologista Clínico

 

 

 

         FONTES

1.      Bahri N, Fathi Najafi T, Homaei Shandiz F, Tohidinik HR, Khajavi A. The relation between stressful life events and breast cancer: a systematic review and meta-analysis of cohort studies. Breast Cancer Res Treat. 2019

2.         http://www.cancer.gov

3.       Keinan-Boker L, Vin-Raviv N, Liphshitz I, Linn S, Barchana M. Cancer incidence in Israeli Jewish survivors of World War II. J Natl Cancer Inst. 2009 Nov ;101(21):1489-500

 

4.      Li J, Johansen C, Hansen D, Olsen J. Cancer incidence in parents who lost a child: a nationwide study in Denmark. Cancer. 2002 Nov 15;95(10):2237-42

 




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